Entenda a importância da doação de órgãos

September 18, 2017

 

Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade. O transplante pode salvar vidas, no caso de órgãos vitais como o coração, ou devolver a qualidade de vida, quando o órgão transplantado não é vital, como os rins.

 

Existe um desconhecimento geral sobre quem pode doar e o que pode ser doado. Isso dificulta a doação. Desta forma, a maneira correta é procurar esclarecimento e discutir sobre o assunto.

 

A falta de informação e o preconceito ainda são fatores que limitam o número de doações, o que impede que muitas vidas sejam salvas. Para ser um doador, basta conversar com seus familiares e amigos sobre seu interesse.

 

Leia abaixo o passo a passo da doação de órgãos:

 

1. Diagnóstico de morte encefálica

 

À princípio, qualquer pessoa que tenha tido a morte encefálica confirmada pode se tornar doadora.

 

Atenção: não é toda morte que pode resultar em doação de órgãos: somente quando o cérebro deixa de funcionar e o coração continua batendo com a ajuda de aparelhos — na chamada morte encefálica — é que os órgãos poderão ser transplantados para outra pessoa.

 

Isso ocorre, por exemplo, com vítimas de traumatismo craniano (por acidente ou violência) ou acidente vascular cerebral (AVC). Já no caso dos tecidos, é diferente: mesmo após a parada cardíaca, é possível doar córneas, pele e ossos, entre outros.

 

2. Autorização da família

 

Após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. Depois de seis horas de atestada a falência cerebral, o potencial doador passa por um novo teste clínico para confirmar o diagnóstico. Em seguida, a família é questionada sobre o desejo de doar os órgãos. 

 

Lembre-se: a decisão final é dos familiares. Por isso, é fundamental que os doadores deixem seu desejo claro para os parentes. Mensagens por escrito deixadas pelo doador não são válidas para autorizar a doação.

 

É muito importante conversar com a família ainda em vida para deixar claro esse desejo.

 

3. Entrevista familiar

 

Depois da confirmação da morte encefálica e de manifestado o desejo pela família de doar os órgãos do parente, a equipe médica realiza um questionário com os familiares para detalhar o histórico clínico do paciente.

 

A ideia é investigar se os hábitos do doador teriam levado ao desenvolvimento de possíveis doenças ou infecções que possam ser transmitidas ao receptor.

 

Doenças crônicas como diabetes, infecções ou mesmo uso de drogas injetáveis podem acabar comprometendo o órgão que seria doado, inviabilizando o transplante.

 

4. Retirada de órgãos

 

Quem espera por um transplante está sempre lutando contra o tempo. A mesma coisa ocorre com o órgão que é retirado para ser transplantado. O tempo de isquemia, período que o órgão sobrevive sem circulação sanguínea, é geralmente muito curto, e cada minuto conta.

 

Os profissionais envolvidos no processo trabalham em contagem regressiva para não ultrapassar o tempo limite para a retirada dos órgãos e também para a preservação dos mesmos durante o transporte. Veja na tabela abaixo uma lista de órgãos e o tempo máximo de preservação.

 

(Fonte: Blog da Saúde/MS)

 

O SUS oferece 27 centros de notificação integrados, onde os dados informatizados do doador são cruzados com os das pessoas que aguardam na fila pelo órgão para que o candidato ideal, conforme urgência e tempo de espera, seja encontrado em qualquer parte do país.

 

Doação em vida

 

Você sabia que também é possível a doação em vida? Ela acontece no caso de órgãos duplos (ex: rim). No caso do fígado e do pulmão, também é possível o transplante entre vivos, sendo que apenas uma parte do órgão do doador poderá ser transplantada no receptor.

 

O "doador vivo" é considerado uma pessoa em boas condições de saúde – de acordo com avaliação médica – capaz juridicamente e que concorda com a doação. Por lei, pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos podem ser doadores. Não parentes podem ser doadores somente com autorização judicial.

 

Os órgãos e tecidos que podem ser obtidos de um doador vivo são:

 

Rim: por ser um órgão duplo, pode ser doado em vida. Doa-se um dos rins e tanto o doador quanto o transplantado podem levar uma vida perfeitamente normal;

 

Medula óssea: pode ser obtida por meio da aspiração óssea direta ou pela coleta de sangue;

Fígado ou pulmão: poderão ser doadas partes destes órgãos.

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

 

 

Please reload

Destaques

A importância de manter a vacinação e a Carteira de Vacinação em dia!

18/07/2019

1/10
Please reload

+ Recentes

Please reload

Arquivo

Please reload

Mídias Sociais

  • Facebook Basic Square
  • LinkedIn Social Icon
  • Instagram Social Icon

Busca