Já ouviu falar em parto humanizado?

March 15, 2017

Nos últimos anos vem ganhando força o Movimento de Humanização do Parto e Nascimento

 

Lembrando que a humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim recoloca a mulher e suas necessidades no centro das atenções.

 

O Brasil é o país campeão de cirurgias cesarianas no mundo. Na rede particular de saúde, 82% dos bebês nascem assim.

 

Na rede pública, são 37%. Mais que o dobro da estimativa aceita pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. Além dos riscos da cirurgia, os procedimentos considerados padrão para os partos feitos nos centros cirúrgicos acabam impedindo experiências que fazem bem ao bebê e a mãe.

 

Há evidências científicas que mostram que a medicalização excessiva e rotineira usada durante o parto apresentam riscos para as mães e os seus bebês. 

 

Entre os outros procedimentos, destacam-se: anestesia, múltiplos exames vaginais, monitoramento permanente dos batimentos cardíacos fetais e da contração uterina por meio eletrônico, posição fixa e não anatômica da mãe durante o processo, jejum, o uso do soro e de medicamentos para controlar a contração (para aumentar ou diminuir), episiotomia, uso de fórceps, manipulação do bebê (aspiração mecanizada de vias aéreas, entre outras), luz e ruídos excessivos, limitação de movimentação, “lavagem” intestinal, depilação da região genital. 

 

O que é parto humanizado?

 

Segundo o conceito da Organização Mundial de Saúde (OMS) "Humanizar o parto é um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e o nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebê". (OMS, 2000)

 

O Parto humanizado significa dar toda atenção às necessidades da mulher e oferecer-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando suas opções de escolha baseadas na ciência e nos direitos.

 

Para a mãe, no parto humanizado, ao contrário do que ocorre no parto normal, cada intervenção é aplicada apenas quando se faz necessária, com os procedimentos não seguindo protocolos rígidos pré-determinados.

 

Qual a vantagem?

 

Entre as vantagens para a mãe, a OMS elenca os seguintes itens:

 

- ter autonomia para escolher como passar pelo trabalho de parto e posição de parto;

- ter assistência da doula, uma "assistente do parto". Seu papel é oferecer conforto, encorajamento, tranquilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando.

- fazer uso de técnicas para alívio da dor como banho quente, liberdade de movimento, massagens;

- redução do índice de depressão pós-parto;

- aumento do vínculo mãe-bebê, com o contato pele a pele e amamentação imediatos.

 

Para o bebê, também é vantajoso. Além de ir direto para os braços da mãe e poder mamar logo que nascer, o bebê é poupado de procedimentos e exames físicos, ou o de profilaxia da oftalmia neonatal, logo que nasce. Se o cordão umbilical é cortado após parar de pulsar, o bebê ainda tem os benefícios como uma quantidade extra de ferro, o que evita a anemia neonatal. 

 

Nós da TEM incentivamos todas as mulheres grávidas (ou não) que conversem com seu ginecologista sobre o parto humanizado. Lembre-se que para agendar consultas com um Ginecologista ou fazer seus exames preventivos, ligue na Central de Atendimento da Rede TEM 0800 836 88 36.

 

Fontes: OMS e Wikipédia.

 

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