Ervas milagrosas

June 22, 2016

Chá de Boldo para dores de estômago, camomila para acalmar, guaco para gripe e muitos outros são exemplos de como as plantas medicinais podem ajudar com problemas simples do dia-a-dia.

 

No dia 22/06, o Ministério da Saúde comemorou 10 anos de implantação da política nacional de tratamentos à base de plantas de medicinais oferecidos pelo Sistema Único de Saúde SUS.

 

Segundo dados do site do Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015 a busca por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou, crescendo 161%. Há três anos, cerca de 6 mil pessoas procuraram alguma farmácia de atenção básica para receber os insumos; no ano passado essa procura passou para quase 16 mil pessoas.

 

A iniciativa, criada pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país, já está presente em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios brasileiros.

 

Ervas brasileiras

 

A importância do Brasil no setor é grande e reconhecida, uma vez que possui um terço da flora mundial, com destaque especial para a Amazônia, que é a maior reserva mundial de produtos naturais com ação fitoterapêutica. Com tais recursos disponíveis, o país tem uma privilegiada posição para desenvolver as pesquisas e desenvolver os medicamentos fitoterápicos.

 

“Os fitoterápicos têm uma participação importante no mercado de medicamentos porque eles refletem também nossa cultura, nossa tradição e História. Além disso, são medicamentos de baixo custo aos quais parte da população está habituada, pois aprendeu a usá-los com seus avós e pais. É importante que possamos ampliar o acesso a fitoterápicos no SUS”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

 

Em média, por ano, a política beneficia 12 mil pessoas, as quais utilizam medicamentos fitoterápicos industrializados, fitoterápicos manipulados, drogas vegetais e planta medicinal fresca. Atualmente, o SUS oferta doze medicamentos fitoterápicos. Eles são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.

 

Ervas mais famosas

 

De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climatério, respectivamente.

 

Confira abaixo as propriedades dos elementos fitoterápicos mais utilizados:

 

Guaco

 

O Guaco é recomendado para auxiliar o tratamento de tosses, gripes e resfriados, bronquite, infecções de garganta e de pele, reumatismo, rouquidão, asma, febre alta e alergias.

 

Suas principais propriedades são: expectorante, bronco-dilatador, antisséptico, antiasmático, cicatrizante, antirreumático, febrífugo e sudorífero.

 

 

 

Espinheira santa

 

A espinheira santa possui boas quantidade de taninos, especialmente epigalocatequina, que têm poder cicatrizante de lesões ulcerosas no estômago por controlar a produção de ácido clorídrico no órgão. Os taninos ainda tem poder antisséptico por paralisar as fermentações gastrintestinais e analgésicos.

 

Óleos essenciais, especialmente o fridenelol, também estão presentes na espinheira santa. Este óleo se destaca pelo efeito gastroprotetor. A espinheira santa também possui na composição os ácidos tônico e silícico, que possuem a ação antisséptica e cicatrizante.

 

Soja

A isoflavona de soja é um composto de soja que pode ser utilizado para diminuir os sintomas da menopausa, TPM ou osteoporose.

 

Este suplemento reduz as ondas de calor, melhora o humor e o estado psicológico da mulher, diminui as doenças cardiovasculares, protege os ossos e diminui o colesterol.

 

Lembrando que os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos convencionais, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, e também para garantir  a qualidade do insumo. Cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais o controle desses medicamentos.

 

Consulte um médico para interpretar corretamente os sintomas de qualquer doença e recomendar, se for o caso, medicamentos fitoterápicos e sua quantidade exata. Nunca aplique automedicação

 

*Fonte: Ministério da Saúde e ANVISA

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