Doação de órgãos: menos tabu, mais atitude

September 26, 2015

 

O Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes realizados por ano. Mais de 80% dos transplantes são realizados com sucesso.

 

Esses números podem melhorar ainda mais, se a população se sensibilizar para a necessidade da doação de órgãos e tecidos e da notificação dos potenciais doadores. Por isso hoje, dia 27 de setembro, criou-se o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, para conscientizar as pessoas que um simples gesto trás esperança e vida. 

 

Todas as religiões têm em comum os princípios da solidariedade e do amor ao próximo que caracterizam o ato de doar. Todas as religiões deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores de órgãos. 

 

Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada, após a constatação da morte encefálica. Neste quadro, não há mais funções vitais e a parada cardíaca é inevitável. Então, avise seus familiares que tem esse desejo.

 

O que é morte encefálica?

 

A morte encefálica é caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral.

 

Quais órgãos e tecidos que podem ser doados?

 

Depois de diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados.

 

A equipe também está ciente do tempo útil de cada órgão ou tecido para transplante. Como essa informação varia muito de órgão para órgão, o melhor é avisar imediatamente após o óbito.

 

Órgãos: Coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e válvulas cardíacas. Tecidos: Córneas, medula óssea, pele, cartilagem, ossos e sangue.

 

Para ser doador

 

Quando um doador efetivo é reconhecido, as centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde são comunicadas. Apenas elas têm acesso aos cadastros técnicos de pessoas que estão na fila. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a ser beneficiado. As centrais controlam todo o processo. É preciso:

 

• Ter identificação e registro hospitalar.

• Ter a causa do coma estabelecida e conhecida.

• Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central.

• Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante.

• Submeter o paciente a exame complementar que demonstre morte encefálica.

• Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.

 

Para doar ainda vivo é necessário

 

• Ser um cidadão juridicamente capaz (maior de 18 anos ou menor de idade antecipado, com condições de saúde que não comprometam a manifestação válida da sua vontade).

• Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais.

• Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação.

• Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando.

• Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante.

• Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.

 

Quem não pode doar

 

• Pacientes portadores de doenças que comprometam o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular.

• Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contra-indicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados.

• Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas.

• Pessoas com tumores malignos - com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero - e doenças degenerativas. 

 

A TEM apoia a saúde, a vida e a doação de órgãos. Apoie você também. Converse sobre este assunto com sua família.

 

Fontes: Ministério da Saúde e Hospital das Clínicas

 

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